Era uma paisagem bela e feia ao mesmo tempo. Uma beleza feia ou uma feiura bela. O aspecto que se sobrepunha dependia do olhar. Era fácil só enxergar a feiura, fácil também de só enxergar a beleza, mas o mais fascinante era observar os dois juntos. É no externo assim como no interno. A beleza e a feiura também estão em nós e só por isso as identificamos fora. Mas como era agradável admirar a beleza! O sol ainda acordando, iluminando a baía com suas águas calmas. O céu azul e as aves voando. Um ruído silencioso. O trânsito, o lixo, a água suja, as pontes. O Calor. E eu ali: observando, conectando, sentindo, indo. Admirando aquela belíssima feia paisagem.
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